sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Fudeu de vez...

Merdas acontecem, isso é fato, mas tinha que acontecer bem agora!

Reta final do documentário pra acabar com o martírio que é estudar na UNIP.
Tudo andava bem, aliás, bem demais nosso prazo estava em ordem, arranjamos um camarada do Piero pra editar o filme e tudo mais. E isso tudo com um mês de antecedência.

Mas como disse antes, merdas acontecem.

Na maior das boas intenções também. E foi o que aconteceu na hora de passar o vídeo da câmera para o meu HD pra gente poder decupar em casa... o arquivo some, tudo sumiu, acabou, já era... Ensaio dos caras, filmagem na Kombi, no Bar, depois do show que deu errado, os shows que foram do caralho.... tudo pro saco, sem nenhuma chance de poder se despedir, nem fazer um backup.

E essa situação desastrosa e um tanto quanto constrangedora me fazem lembrar do texto do Millôr Fernandes: EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM do qual vou usar um trechinho pra exemplificar o que estamos sentindo (eu e o Piero). Segue o texto.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por sílaba... Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo. Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!". E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto,você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: "Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar(ou quando seu trabalho da faculdade foi pro saco): O que você fala? "Fodeu de vez!".

Nenhum comentário:

MegaContador

Contador de visitas
Veja Emprestimo pessoal